Você sabia que Recife é a primeira cidade a ter uma legislação para tratar de ações que promovam a política de paz?

A Lei de Cultura de Paz e Justiça Restaurativa do Recife, sancionada no dia 13 de outubro de 2021, estabelece diretrizes para adoção de medidas de forma transversal em diversas Secretarias como Saúde, Educação, Mulher, Cultura e Mobilidade, além de Segurança Cidadã, entre outras. Será criado um Conselho Municipal, que trará entre suas premissas, promover ações de comunicação não violenta para professores e agentes de trânsito, práticas integrativas na saúde, criação de uma política de formação continuada de Cultura de Paz para funcionários do poder executivo, realização de círculos restaurativos nos presídios, realização de oficinas contra bullying e outras formas de violência.

Esse resultado se deu através de muito esforço, trabalho e dedicação.
Ressaltando a união de organizações da sociedade civil e poder público.
Aconteceram diversas etapas para chegar até a Lei:
Dentre elas o primeiro seminário de cultura de paz, realizado no dia 18 de junho de 2019.
Em seguida houve a Conferência Municipal de Cultura de Paz e Justiça Restaurativa”, realizada 16 e 17 de dezembro de 2019,
Só assim chegamos a apresentação do projeto de lei que institui a Cultura de Paz e Justiça Restaurativa como política pública resultado da conferência.

Na composição da mesa do seminário apresentamos nossa experiência de trabalho com os círculos restaurativo.
Nossa Coordenadora Geral Solange Maria compartilhou sua experiência com a palestra “Práticas restaurativas com meninos em situação de rua” mostrando a relevância do nosso trabalho para fundamentar a lei, e evidenciando a importância da lei para o público atendido em nossa instituição (População em situação de rua e vulnerabilidade social) , como também para o público geral.

Participamos também dos eixos temáticos que foram criados a partir da formação realizada para pensar propostas para a conferência municipal.

Solange Maria, discorreu sobre a experiência de trabalhar com crianças e adolescentes em situação de rua nas comunidades do Recife, trazendo nossa atuação em núcleos de mediação de conflitos e desenvolvendo ações nas escolas. Ela disse que no dia a dia das periferias tem muitos conflitos, mas destacou que é fundamental mostrar a importância do diálogo, da escuta, de ouvir o outro e prevenir a violência.

Agora é erguer as mangas e trabalhar para ser bem executada, beneficiando todo município do Recife.

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