Trajetória do Grupo Ruas e Praças é celebrada em ritmo junino

Em 2019, o Grupo Ruas e Praças celebra trinta anos de serviços prestados à sociedade. Para comemorar esta caminhada, a equipe da instituição tem trabalhado, com os públicos participantes das ações, a história da organização bem como os impactos sociais que as intervenções têm provocados. Essa foi a pauta do encontro mensal do Projeto Famílias Exercendo Cidadania, que foi realizado na última terça-feira (25), na sede da instituição, e que, por meio do apoio de Misereor, envolve mulheres em situação de vulnerabilidade social que moram nas comunidades de Água Fria, Coque, Cordeiro e Santo Amaro, em Recife (PE).

Trajetória do Grupo Ruas e Praças é celebrada em ritmo juninoDurante o encontro, a coordenadora do projeto, Neide Silva, apresentou números importantes referentes às ações que o Grupo Ruas e Praças desenvolve, a partir do contexto de vulnerabilidade social que a capital pernambucana e a Região Metropolitana oferecem para crianças, adolescentes e jovens, atingindo, também, as famílias. “Recife é conhecida, nacionalmente, como a Veneza brasileira. De fato, olhando para as fotografias que a mídia divulga é um lugar muito bonito, mas por trás de toda essa beleza existe um cenário de desigualdades sociais que não é mostrado, mas que faz muitas pessoas reféns dessa realidade”, explicou ela. 

Para diminuir esses impactos negativos, o Grupo Ruas e Praças tem escrito, ao longo de três décadas, uma nova história ao lado de muitas pessoas, a partir da realização de um trabalho político-pedagógico com crianças, adolescentes e jovens. Atualmente, entre as oficinas realizadas estão: capoeira angola, futebol e cidadania, iniciação para o mundo do trabalho, percussão e música, além de vídeo e fotografia. Entretanto, as famílias desse público também participam de um processo formativo, que abrange desde visitas domiciliares com assistente social, realização de um mapeamento da comunidade, levantamento da rede comunitária de serviços, reuniões temáticas, entre outras ações.

Dona Maria Teresa Fagundes, de 63 anos, conhece bem os frutos dessa trajetória. Ela conheceu a instituição em 1999, quando o filho, então com dez anos de idade, começou a participar das atividades. “O Grupo Ruas e Praças tem um papel importante na vida do meu filho e, por isso, tem na minha também. Em Santo Amaro, que é a comunidade em que moramos, há muita oferta de caminhos ruins para as crianças e os adolescentes, por isso, se não fosse o trabalho que essa instituição realiza, eu não sei o que seria dele hoje. Graças a Deus, aqui, ele participou de oficinas de futebol e de percussão, teve a oportunidade de viajar para Alemanha e construir uma visão de mundo diferenciada. Sou fiel a esse lugar, aqui eu aprendo, participo de atos públicos e desejo, do fundo do meu coração, que o Grupo Ruas e Praças tenha muitos anos de vida, porque se um dia ele faltar, a gente vai sofrer as consequências”, relatou a dona de casa. 

Depois da roda de diálogos, as participantes participaram de uma celebração junina, regada à comidas típicas, música, forró, quadrilha e, como é característica delas, muita alegria também. 

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação do Grupo Ruas e Praças

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